Summary: A Amelogênese Imperfeita (AI) é uma doença hereditária que afeta o esmalte dentário gerando defeitos como hipoplasia, hipocalcificação, e hipomaturação. Deficiência estética, sensibilidade dental e perda da dimensão vertical são sinais clínicos comumente encontrados. Geralmente, o tratamento consiste em restaurar a parte afetada do esmalte, por meio de restaurações diretas ou indiretas. Quando a estrutura do esmalte encontra-se comprometida em toda sua extensão, a remoção do esmalte e recobrimento da dentina com coroas totais torna-se necessária. Nesses casos, as coroas cerâmicas podem oferecer uma solução ideal. Existem vários sistemas cerâmicos disponíveis, unindo biocompatibilidade, resistência e estética, e suas características e propriedades devem ser consideradas durante o plano de tratamento. Cerâmicas feldspáticas normalmente proporcionam excelente estética, juntamente com boa resistência mecânica às forças de compressão e boa resistência à fadiga, apesar da baixa resistência à flexão e baixa tenacidade à fratura. As coroas feldspáticas, embora amplamente utilizadas em dentes anteriores, não foram extensivamente utilizadas para pré-molares e molares. Este relato de caso tem como objetivo primário descrever o tratamento reabilitador realizado em um indivíduo portador de AI acometendo toda a extensão do esmalte de todos os dentes anteriores e posteriores, resultando em prejuízo estético e funcional. Como o tratamento foi realizado há cinco anos, o objetivo secundário deste estudo é observar o desempenho das coroas feldspáticas anteriores e posteriores no tratamento da AI após cinco anos em função. Este estudo consiste na descrição criteriosa dos procedimentos clínicos executados durante o tratamento reabilitador do paciente, discutindo-se as propriedades dos materiais e técnicas utilizadas, bem como a avaliação, por meio de exame clínico, do desempenho das coroas feldspáticas após cinco anos. Este projeto obteve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes da Universidade Federal do Espirito Santo (Número do Parecer: 2.038.493). O tratamento reabilitador devolveu ao paciente a estética e função imediatas. Espera-se que os resultados atingidos com o tratamento mantenham-se estáveis após o período de cinco anos em função.

Starting date: 2017-03-01
Deadline (months): 24

Participants:

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Coordinator * Claudia Machado de Almeida Mattos
Coordinator * Jackeline Coutinho Guimarães
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